Ministros de Sócrates sob escuta

Ao fim de sete anos, processo que investiga Parcerias Público-Privadas Rodoviárias está na recta final e deverá, nas próximas semanas, constituir vários arguidos por crimes de gestão danosa e corrupção.

Foram sete anos de trabalho nem sempre contínuo, mas centrado num verdadeiro labirinto de denúncias e de milhares de documentos e comunicações electrónicas requisitados a organismos oficiais ou apreendidos em operações de busca efectuadas pela Unidade Nacional Contra a Corrupção (UNCC) da Polícia Judiciária (PJ). A investigação avançou também para a realização de dezenas de inquirições de testemunhas, pagou duas complexas peritagens independentes e analisou milhares de horas de escutas telefónicas e de movimentações financeiras/bancárias de ex-governantes, políticos e gestores.

Esta mega-operação do Ministério Público (MP) aos negócios milionários de 11 parcerias público-privadas, referentes à construção e concessão da exploração de auto-estradas de norte a sul de Portugal, é agora o caso que se segue da Justiça portuguesa.

Três ex-governantes socialistas estiveram sob escuta telefónica no caso das parcerias público-privadas: Mário Lino, António Mendonça e Paulo Campos. Depois de sete anos de investigação, o processo entrou na fase decisiva e deverá fazer vários arguidos por crimes de gestão danosa e corrupção.

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