Meco: Estado condenado a pagar €13 mil a família de uma das vítimas por investigação "ineficaz"

Cátia Andrea Costa , Leonor Riso 14 de janeiro de 2020

Tribunal Europeu dos Direitos do Homem põe em causa as análises forenses feitas durante a investigação à morte de seis alunos durante uma praxe na praia do Meco em 2013.

O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (TEDH) condenou o Estado português a pagar uma indemnização de 13 mil euros a José Carlos Soares Campos, pai de Tiago Santos, uma das seis vítimas da tragédia do Meco. O jovem de 21 anos morreu durante uma praxe na referida praia.

De acordo com o TEDH, a investigação foi "ineficaz", começou demasiado tarde e as autoridades não protegeram a integridade das provas. São apontadas várias "medidas urgentes" que deviam ter sido tomadas na investigação, aberta um dia depois da morte de Tiago Santos, e não o foram.

O Tribunal lamenta que a casa onde as vítimas ficaram alojadas não tenha sido fechada, de forma a impedir o acesso de pessoas não ligadas à investigação. A 9 de janeiro, a casa foi limpa. "O Tribunal ficou particularmente chocado pelo facto de que J. G. [João Gouveia, o único sobrevivente da tragédia e dux] e os seus parentes, as famílias das vítimas e terceiros tenham tido acesso não restrito à casa", lê-se no comunicado de imprensa do TEDH. 

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