Marisa Matias considera inaceitável que apoios para confinamento ainda não se conheçam

Lusa 14 de janeiro
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Candidata presidencial apoiada pelo BE escolheu arrancar o quarto dia de campanha eleitoral com uma visita à Associação de Atividades Sociais do Bairro 2 de Maio, na zona da Ajuda.

A candidata presidencial apoiada pelo BE, Marisa Matias, considerou hoje inaceitável que, já sendo conhecidas as novas medidas de confinamento, não se saiba ainda quais os apoios existentes para que as pessoas possam cumprir esta fase "com dignidade".

Marisa Matias
Marisa Matias Lusa

A candidata presidencial apoiada pelo BE, Marisa Matias, considerou hoje inaceitável que, já sendo conhecidas as novas medidas de confinamento, não se saiba ainda quais os apoios existentes para que as pessoas possam cumprir esta fase "com dignidade".

Marisa Matias escolheu arrancar o quarto dia de campanha eleitoral com uma visita à Associação de Atividades Sociais do Bairro 2 de Maio, na zona da Ajuda, em Lisboa, uma instituição que, apesar do novo confinamento devido à pandemia de covid-19 que começa na sexta-feira, continuará a trabalhar "na linha da frente" para prestar apoio aos que mais precisam.

"A mim, o que me parece incompreensível é que mais uma vez sejam decretadas medidas mais exigentes e medidas de confinamento e que mais uma vez estejamos aqui a conversar já depois de as decretar sem sabermos quais são os apoios para as pessoas poderem cumprir esse confinamento. Isso é que me parece verdadeiramente inaceitável", criticou, quando questionada pelos jornalistas sobre as medidas anunciadas pelo Governo na quarta-feira.

Para Marisa Matias é evidente que se deve "sempre responder àquilo que são as recomendações das autoridades de saúde" e concorda que "os números são preocupantes" e por isso "não se pode descansar".

"Mas não podemos é continuar ao fim de quase um ano, em sistemático anúncio de medidas de exigência, de confinamentos, de pedidos para que as pessoas possam responder a eles e não sabermos nunca, no momento que sabemos as exigências novas, quais são os apoios que temos para poder garantir que as pessoas podem cumprir esse confinamento com dignidade e isso preocupa-me muito", condenou.

No anúncio destas novas medidas, o primeiro-ministro, António Costa, assumiu que o confinamento geral vai ter "um custo enorme" para a economia, observou que as verbas europeias ainda vão demorar a chegar, mas defendeu que há agora um melhor sistema de apoios.

O novo confinamento geral devido à pandemia da covid-19 aplica-se a todo o território nacional continental e entra em vigor a partir das 00:00 de sexta-feira, destacando-se o dever de permanecer em casa e a exceção do ensino presencial.

No âmbito da modificação do estado de emergência em vigor, a partir de quinta-feira, e da prorrogação por mais quinze dias, até 30 de janeiro, o Governo determinou um conjunto de medidas extraordinárias para "limitar a propagação da pandemia e proteger a saúde pública".

A pandemia de covid-19 fez em Portugal 8.236 mortos dos 507.108 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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