Marcelo quer "esclarecimento cabal" sobre material roubado em Tancos

Lusa 14 de julho de 2018
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O Ministério Público está a investigar o desaparecimento de armas em Tancos e concluiu que há ainda material explosivo que não foi recuperado.

Tancos
Marcelo Trump
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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, reafirmou hoje "a exigência de esclarecimento cabal" do ocorrido com o desaparecimento de armamento em Tancos, há um ano, e manifestou "preocupação".

Numa nota publicada esta sexta-feira à noite na página oficial da Presidência da República, após ter sido divulgada uma notícia do jornal Expresso a dizer que "ainda há explosivos de Tancos à solta", Marcelo Rebelo de Sousa diz que reafirma essa exigência de esclarecimento "de modo ainda mais incisivo e preocupado".

A nota de preocupação do Presidente surge no mesmo dia em que foi conhecida a primeira página do semanário Expresso de sábado, na qual se diz que, ao contrário do divulgado pelo Exército e pelo Ministro da Defesa, o Ministério Público diz que ainda há material militar desaparecido e que há granadas e explosivos que não foram encontrados.

No final de Junho do ano passado desapareceu diverso armamento e munições dos paióis de Tancos. Em Outubro grande parte desse material foi encontrado na Chamusca.

Na nota Marcelo Rebelo de Sousa, que por inerência é o Chefe Supremo das Forças Armadas, diz ter a certeza "de que nenhuma questão envolvendo a conduta de entidades policiais encarregadas da investigação criminal, sob a direcção do Ministério Público, poderá prejudicar o conhecimento, pelos portugueses, dos resultados dessa investigação".

"Que o mesmo é dizer o apuramento dos factos e a eventual decorrente responsabilização", conclui o Presidente da República.

A 1 de Março passado, o Presidente da República defendeu uma investigação "mais longe e a fundo" aos casos que envolveram as Forças Armadas nos últimos tempos, como o do desaparecimento de armamento do paiol de Tancos.

O alerta foi deixado por Marcelo Rebelo de Sousa na cerimónia de posse do novo Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMFA), almirante António Silva Ribeiro, no Palácio de Belém, em Lisboa, e em que falou nos desafios e dificuldades da instituição nos últimos anos.
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