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Montenegro e Seguro. Juntos, mas por conveniência

Longe vão os tempos em que Montenegro não confiava informações e decisões a Marcelo. Com Seguro, as conversas ficam privadas, há confiança e uma dependência mútua.

O inimigo do meu inimigo, meu amigo é. O provérbio é a primeira ideia que surge numa conversa telefónica com uma fonte próxima do Presidente da República para descrever a relação entre António José Seguro e Luís Montenegro. Se Seguro tem ainda anticorpos no PS – não se esqueceu do apoio tardio do secretário-geral, José Luís Carneiro, nas Presidenciais, e não se comove com os avanços do aspirante a primeiro-ministro Mário Centeno, ex-ministro das Finanças de António Costa –, Montenegro navega uma das fases mais conturbadas do seu mandato, com sondagens desfavoráveis e a sombra do antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho. “Na política, os grupos de poder são tudo. E Seguro, que tem de arbitrar, pode ser o maior aliado de Montenegro neste momento”, continua a mesma fonte.

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