Investigação SÁBADO: Como o saco azul do BES financiou Cavaco Silva

Nas presidenciais de 2011, vários administradores do banco fizeram donativos para a campanha presidencial e depois foram reembolsados pela ES Enterprises. Ministério Público confirma caso na acusação.

O Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) confirmou, esta terça-feira na acusação proferida no caso BES, uma investigação da SÁBADO de Julho de 2019: parte da campanha presidencial de Cavaco Silva, em 2011, foi financiada pelo chamado "saco azul" do grupo, a ES Enterprises. Leia a investigação na íntegra.

São nove cheques do Banco Espírito Santo (BES) e um do Barclays assinados em novembro e dezembro de 2010 por elementos do Grupo Espírito Santo (GES) e membros do conselho de administração e da comissão executiva do BES. Como muitos outros donativos individuais, estes documentos bancários foram registados nas contas oficiais da candidatura de Aníbal Cavaco Silva, nas Eleições Presidenciais de 2011, que deram a vitória ao antigo líder do PSD e o levaram a exercer o segundo mandato de cinco anos à frente do País (2011/16).

Na realidade, estes donativos individuais terão resultado de um acordo de bastidores que iludiu a lei portuguesa de financiamento às campanhas destas eleições, que só permite donativos até um determinado montante, sempre feitos por  pessoas individuais e nunca por empresas ou outras entidades coletivas. Depois de uma longa investigação, que levou a SÁBADO a analisar inúmeros dados sobre transferências financeiras interbancárias de e para contas em nome de offshoresalegadamente controlados por altos responsáveis do BES/GES, conseguimos apurar que, poucos meses depois de terem passado os cheques à candidatura de Cavaco Silva, ocorreram transferências de valores idênticos para
offshoresde doadores de Cavaco.

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