Governo anuncia mais 1500 assistentes operacionais nas escolas

Lusa 06 de setembro de 2017
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A dois dias do arranque do ano lectivo, o primeiro-ministro e o ministro da Educação apresentaram várias medidas, desde obras à contratação de auxiliares

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, anunciou esta quarta-feira que neste ano lectivo, que arranca na sexta-feira, haverá mais "1.500 assistentes operacionais", ou seja, auxiliares, nas escolas do país.

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Segundo o ministro, a publicação da portaria dos rácios que prevê estes 1.500 assistentes operacionais "está para breve".

Tiago Brandão Rodrigues anunciou também que, "no ano lectivo 2018/2019, haverá mais 500 assistentes operacionais", sendo intenção do Governo que haja "um destes profissionais por cada sala do pré-escolar".

O ministro falava ao fim da manhã na Escola Básica e Secundária do Padrão de Légua, concelho de Matosinhos, distrito do Porto, onde marcou o arranque deste ano lectivo.

Costa destaca investimento na educação para ultrapassar "défice do conhecimento"

O primeiro-ministro, António Costa, destacou hoje o investimento na educação, afirmando ser necessário contrariar "o défice do conhecimento" que "o país tem acumulado há séculos".

Para António Costa, "é fundamental vencer o maior défice que o país tem acumulado há séculos".

"É algo absolutamente essencial podermos ter um país que não se envergonhe, nem que esteja desmuniciado da capacidade de ser tão bom como qualquer país da União Europeia. Aquilo que faz a grande diferença histórica entre nós e os outros não tem a ver com a nossa posição geográfica, nem tem a ver com nenhuma característica inata de qualquer um de nós, tem a ver com o seguinte: há séculos que acumulamos um défice no acesso ao conhecimento", disse.

O primeiro-ministro frisou, assim, que "o investimento na educação é absolutamente essencial".

António Costa defendeu ainda que esta "batalha" só se ganha com as comunidades educativas, "aqueles que fazem um esforço extraordinário para formar crianças e jovens do futuro".

"Compete ao Governo ajudar a criar condições" para isso, designadamente materiais e físicas, através de criação de novos equipamentos, mas também devolvendo "liberdade à comunidade para se poder organizar", referiu.

O chefe do Governo apontou também a aposta no pré-escolar como uma das medidas particularmente importantes para o sucesso educativo, reafirmando que pretende até ao final da legislatura ter "100% de oferta educativa" para as crianças de três anos.

A redução do número de alunos por turma foi outra medida importante referida por António Costa, que admitiu que gostaria de a alargar a todo o país, embora tal não tenha ainda sido possível.

"Não conseguimos, temos de ir andando passo a passo, com peso e medida", sublinhou.

A terceira medida que apontou foi a "flexibilização e reforço da autonomia das escolas", adiantando ser necessário "confiar nos docentes", que são quem conhece os alunos e o contexto em que vivem.

"É possível adaptar cada escola à realidade para ter um melhor resultado, que não tem a ver com estatísticas, mas com ferramentas adquiridas para a vida", disse, acrescentando que "o que é útil é o que aprendemos e vamos utilizando" ao longo da vida.

Por último, Costa destacou a "valorização e expansão do ensino profissional", considerando que é preciso "não perder" todos os alunos que têm "vocações e interesses distintos".

"Temos que dar oportunidade a esses", frisou.

O primeiro-ministro, que falava ao final da manhã na Escola Básica e Secundária de Padrão da Légua, no concelho de Matosinhos, distrito do Porto, agradeceu ainda a todos os docentes e profissionais de educação a motivação com que partem para este novo ano lectivo.

A escola de Padrão da Légua encontra-se ainda em obras de requalificação, que terminam neste 1.º período lectivo, com um custo de cerca de 12,8 milhões de euros.

A empreitada esteve parada durante cerca de dois anos e foi retomada há um ano.
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