Ex-procurador acusa Proença de Carvalho e iliba Manuel Vicente

Ex-procurador acusa Proença de Carvalho e iliba Manuel Vicente
António José Vilela 05 de dezembro de 2017

É um requerimento explosivo do antigo magistrado acusado de corrupção, que entrou esta semana no tribunal: Orlando Figueira acusa Proença de Carvalho de tentar comprar o seu silêncio


Faltam menos de 50 dias para o início do julgamento do processo que está a agitar as relações diplomáticas entre Angola e Portugal. Mas a polémica veio mesmo para ficar no caso de corrupção que visa o ex-vice-presidente de Angola, Manuel Vicente. Esta semana, o antigo procurador Orlando Figueira (também acusado no inquérito) informou o Juízo Central Criminal de Lisboa que não revelou às autoridades policiais e judiciárias tudo o que sabia porque fez um "acordo de cavalheiros" com o advogado Daniel Proença de Carvalho.

De acordo com esta versão de Figueira, apesar de não defender o ex-magistrado do Ministério Público (MP) no processo-crime conhecido como "Operação Fizz", Proença de Carvalho teria ficado incumbido de prometer e intermediar a oferta de um emprego futuro e o pagamento de boa parte das despesas com a defesa oficial do ex-magistrado do MP.

O requerimento de Orlando Figueira foi entregue esta semana ao colectivo de juízes que o vai julgar em Lisboa a partir de 22 de Janeiro de 2018. "Chegou a altura de dizer basta e de contar toda a verdade!!!", lê-se no documento de 44 páginas a que a SÁBADO teve acesso.

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