"Dizem que Madonna tem a chave, mas quem a tem sou eu"

'Dizem que Madonna tem a chave, mas quem a tem sou eu'
Raquel Lito 02 de setembro de 2017

O mistério da casa de Sintra tem um nome: Eva Berglund. É ela que desfaz o rumor sobre a suposta compra de Madonna, porque ainda tem as chaves na mão


A sueca Eva Berglund já teve um esconderijo de luxo nas férias, agora tem um parque de estacionamento à porta. Há vários tuk-tuk à beira da estrada, outros num vai-e-vem desenfreado e filas de carros para chegar ao Largo da Quinta do Relógio em Sintra. O cenário piorou de há um mês para cá: não bastava o caos rodoviário (acidentes incluídos, houve um na passada quinta-feira, 31), como uma turba de curiosos passou a fotografar a pseudo-casa de Madonna.

A chave nunca saiu das mãos de Eva, uma proprietária desapontada com Sintra e estupefacta com o mais recente rumor em torno da alegada compra do imóvel de 1865. O pavilhão árabe, que recebeu muitas festas sumptuosas, é uma sombra do que era. As portadas das janelas estão fechadas, a pintura neo-árabe esbatida e o interior a precisar de obras urgentes. Não há luz nem electricidade no palácio.

Mais recuada fica a casa rústica onde se encontra Eva, outrora uma cavalariça. No Verão de 1998 comprou a propriedade de 21.440 m2 ao banco, juntamente com o marido, para passarem a reforma ali. Christopher, o filho, chegou a divulgar os planos de revitalização do espaço, numa entrevista a Fernando Morais Gomes (jurista da Câmara de Sintra e presidente da associação cultural Alagamares), publicada no site do movimento associativo em Junho de 2015.

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