De “batata podre” a indicado para o Conselho Superior de Informações pelo PSD

De “batata podre” a indicado para o Conselho Superior de Informações pelo PSD
Margarida Davim 10 de julho de 2020

Carlos Eduardo Reis, suspeito na operação Tutti Frutti, figura como suplente na lista indicada pelo PSD ao Conselho Superior de Informações.


Carlos Eduardo Reis é suspeito na operação Tutti Frutti. Na altura das buscas, em junho de 2018, o secretário-geral do PSD, José Silvano, dava uma conferência de imprensa na sede do partido na qual falava do caso referindo-se aos suspeitos como "batatas podres". Dois anos depois, Reis é deputado eleito pela lista feita por Rui Rio e vai hoje a votos como suplente na lista indicada pelo PSD ao Conselho Superior de Informações.

"Isto tem todo o impacto na opinião pública. Paga o justo pelo pecador, é como as batatas: uma batata podre contamina todas as outras", afirmava José Silvano em 2018, tentando pôr uma cerca sanitária em torno dos que apareciam como suspeitos na Operação Tutti-Frutti, ao mesmo tempo que frisava que as investigações sobre alegadas trocas de favores, adjudicações duvidosas e avenças fantasmas na Câmara de Lisboa versavam "sobre factos anteriores" à chegada de Rui Rio à liderança do partido.

Carlos Eduardo Reis era então um dos suspeitos. Dois anos depois, segundo o próprio confirmou à SÁBADO, continua sem ser ouvido nem constituído arguido na Operação Tutti-Frutti. E a sua relação com a direção de Rio mudou. Já não é uma "batata podre".

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