Costa garante que enfermeiros serão os mais beneficiados com descongelamento das carreiras

Lusa 16 de setembro de 2017
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O primeiro-ministro voltou a garantir que os enfermeiros serão beneficiados com o descongelamento de carreiras na função pública e garante que não haverá aumento de impostos em 2018

O primeiro-ministro garantiu, em entrevista ao Diário de Notícias, que não haverá qualquer aumento da carga fiscal em 2018 e confirmou que será o ano do arranque do descongelamento das carreiras na função pública, que vai beneficiar mais os enfermeiros.

Olivier Hoslet/EPA
"Vamos começar (descongelamento das carreiras) por onde é justo, que são os que tiveram congelamento total há mais tempo", afirmou António Costa, confirmando que o descongelamento não será total.

Os enfermeiros, que estiveram de greve toda a semana, já prometeram novo protesto para depois das eleições autárquicas, a 1 de Outubro, de não forem aceites as suas reivindicações.

O primeiro-ministo garantiu que serão os enfermeiros a classe profissional que mais irá beneficiar do descongelamento das carreiras da função pública. "Porque o seu sistema de pontuação necessária para a progressão é majorado relativamente ao conjunto da administração pública", disse.

Costa rejeita aumento de impostos
Em relação ao IRS, quando questionado se para aliviar os impostos nos escalões mais baixos a contrapartida será aumentar a taxa dos escalões mais altos, o líder do Governo foi claro: "Não está previsto haver qualquer aumento da tributação sobre os rendimentos das pessoas singulares".

Sobre o futuro da União Europeia, António Costa insistiu que o mais importante de tudo é haver "uma capacidade orçamental própria da zona euro que permita financiar a convergência económica e social entre as economias dos diferentes Estados-membros".

O primeiro-ministro acrescentou que "não haverá estabilidade duradoura na zona euro", se continuarem a aumentar as divergências entre as diferentes economias e não se reforçar a convergência. No entanto, Costa disse ver sinais muito positivos, não só "na atitude que o Presidente Macron tem apresentado", na forma como "Juncker se tem pronunciado", mas também nas "declarações que Angela Merkel fez" recentemente em que, "pela primeira vez, aceitou expressamente a existência de um orçamento da zona euro focado no investimento, visando suprir os défices de convergência".

Saída do 'lixo' deve-se a nova política
A propósito da reavaliação da Standard & Poors da dívida soberana portuguesa, na noite de sexta-feira, que tirou Portugal do 'lixo', António Costa salientou que "confirma a correcção da estratégia" que o governo tem seguido.

A Standard & Poors reviu em alta o rating atribuído à dívida soberana portuguesa de 'BB+' para 'BBB-', um primeiro nível de investimento.

Com esta revisão em alta para 'BBB-', com perspectiva 'estável', Portugal volta a ter uma notação de investimento, atribuída por uma das três principais agências de rating mundiais. Até aqui e desde 2012, a agência atribuía à dívida soberana portuguesa um rating 'BB+', a nota mais elevada de não investimento.

O primeiro-ministro disse estar ciente de que é preciso prosseguir um caminho de rigor nas contas públicas e que "ao longo destes dois anos se tem provado que o Governo e os parceiros parlamentares têm conseguido cumprir os compromissos que assumiram entre si".
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