Coronavírus: "Não vai ser possível descartar austeridade em absoluto"

Jornal de Negócios 15 de abril de 2020

Ricardo Reis afirma que é inevitável que a dívida pública suba e que essa subida terá de ser gerida. Se as taxas de juro da dívida pública portuguesa se afastarem da média europeia aí haverá austeridade como em 2009, avisa.

O economista Ricardo Reis defendeu que não é possível descartar a austeridade em absoluto, considerando que isso vai depender da evolução das taxas de juro da dívida pública portuguesa nos próximos tempos. 

"Obviamente que não vamos poder descartar a austeridade em absoluto", afirmou Ricardo Reis, professor da London School of Economics (LSE), quando questionado sobre a posição do Governo, que tem reiterado que não será necessária austeridade depois da crise causada pela covid-19.

Ricardo Reis falava na teleconferência 'Liderança à Prova', promovida nesta quarta-feira, 15 de abril, pelo Negócios. Para o economista, a austeridade, a "palavra proibida", vai depender do nível da dívida pública portuguesa e do custo que ela terá no orçamento português.

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