Coronavírus: Escolas serviram 10 mil refeições diárias durante pandemia

Lusa 03 de abril de 2020
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As mais de 700 escolas de acolhimento durante a pandemia de covid-19 receberam quase 200 alunos na primeira semana de férias da Páscoa, segundo dados do Ministério da Educação.

As mais de 700 escolas de acolhimento durante a pandemia de covid-19 serviram cerca de 10 mil refeições por dia e receberam quase 200 alunos na primeira semana de férias da Páscoa, segundo dados do Ministério da Educação.

Vítor Mota/Cofina Media

Quando há três semanas as escolas foram encerradas pelo Governo para tentar conter a disseminação do novo coronavírus, houve estabelecimentos de ensino que se mantiveram abertos para manter o serviço de refeições dos alunos mais carenciados.

Na primeira semana, as mais de 700 escolas disponibilizaram cerca de 5.500 refeições diárias, algumas das quais distribuídas com o apoio das autoridades locais, como autarquias ou juntas de freguesia.

Na segunda semana de aulas à distância, a média das refeições subiu para 6.500 e esta semana atingiu as cerca de dez mil, segundo dados avançados hoje pelo gabinete de imprensa do Ministério da Educação (ME).

"Na primeira semana de pausa letiva da Páscoa, o número de refeições servidas nas escolas de acolhimento aumentou significativamente. Em média, nestes últimos cinco dias, foram servidas cerca de 10 mil refeições por dia, naquela que é considerada pelo Ministério da Educação uma resposta social imprescindível da escola pública, nomeadamente para alunos carenciados", afirmou a tutela.

As escolas abertas também acolheram cerca de 200 alunos, cujos pais têm profissões consideradas essenciais no combate à pandemia.

O ME lembra que as escolas permanecerão abertas durante toda a pausa letiva da Páscoa.

Em comunicado, o ME refere ainda que foram hoje lançados os procedimentos para a próxima reserva de recrutamento, que será publicada na próxima quinta-feira, 9 de abril.

Os sindicatos de professores vinham alertando para o facto de estarem paradas as reservas de recrutamento, que têm como finalidade substituir docentes que se aposentem ou que se encontrem temporariamente ausentes por baixa médica, por licença de parentalidade, entre outros.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 246 mortes e 9.886 casos de infeções confirmadas.

Dos infetados, 1.058 estão internados, 245 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 68 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, mantém-se em estado de emergência desde 19 de março até 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.

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