Novo confinamento geral: escolas ficam abertas

Governo anunciou as novas medidas de confinamento que vão vigorar a partir da meia noite de sexta-feira. Primeiro-ministro pede aos portugueses que se concentrem no essencial: "Vamos todos ficar em casa" e que não olhem para as exceções à regra.

António Costa começou a conferência de imprensa onde anunciará as medidas de confinamento geral, dizendo que este é o "momento mais perigoso". Porque chegou a vacina, mas também registámos 535 óbitos por covid-19 desde domingo. "A esperança que a vacina nos dá de que podemos vencer a pandemia é a mesma esperança que alimenta o relaxamento que torna mais perigosa esta pandemia."

O primeiro-ministro defende que estas medidas são para "salvar vidas, proteger o SNS e achatar a curva". "Não há cansaço que nos permita assumir esta dor coletiva de continuarmos a ter mais de uma centena de mortes por dia. Não é aceitável e temos de parar isto". "Por isso, mensagem fundamental das decisões que agora tomamos é regressar ao dever de recolhimento domiciliário tal como o tivemos em março e em abril quando travámos com sucesso a primeira vaga. A regra é simples. Cada um de nós deve ficar em casa. As exceções existem. Não deixaremos de ir à mercearia realizar as compras que necessitemos. Não deixaremos de poder ir trabalhar se tivermos de ir trabalhar", sublinha o governante, mas apelou para que cada um cumpra a norma, que é ficar em casa.

As regras são "essencialmente as mesmas" de março e abril, com exceção para o calendário democrático que envolve as eleições presidenciais de 24 de janeiro e com "a necessidade de não voltarmos a sacrificar a atual geração de estudantes", com o objetivo de "manter em pleno de funcionamento" os estabelecimentos educativos.
"Sei que é um tema que divide a comunidade científica, mas une a comunidade educativa e depois de ouvir os representantes das famílias, dos diretores de escolas, dos profissionais, e sobretudo depois de reavaliarmos bem as consequências irrecuperáveis para o processo letivo que a interrupção letivo das atividades presenciais tiveram no ano passado, não podemos voltar este ano a repetir a mesma regra. Por isso, com as mesmas cautelas que tornaram a escola segura, vamos manter a escola em funcionamento."

Para continuar a ler
Já tem conta? Faça login
Opinião Ver mais