Candidatos presidenciais "inquietos" e "preocupados" com ataque a liberdade de expressão

Ana Gomes, Marisa Matias, Tiago Mayan Gonçalves e Vitorino Silva ficaram alarmados com perseguição a jornalistas para identificar as suas fontes: um ataque à liberdade de expressão, avisam. André Ventura pede explicações à PGR.

Os candidatos presidenciais estão "preocupados", "inquietos" e "alarmados" com a vigilância de que foram alvo dois jornalistas, entre eles o subdiretor da SÁBADO, Carlos Rodrigues Lima. O caso remonta ao período de abril a julho de 2018, quando, a pedido de duas magistradas do Ministério Público, a PSP seguiu, fotografou os profissionais para identificar as suas fontes. E ainda analisou as contas bancárias de pelo menos um deles.    

Ana Gomes referiu que, do que conhece até agora do caso (a SÁBADO publica a história completa na edição desta quinta-feira, 14), lhe parece que este é "completamente contrário ao que seria elementar num Estado de direito, sobretudo sobre jornalistas". A candidata presidencial, apoiada pelo PAN e pelo Livre, disse à margem de uma ação de campanha em Santarém sentir-se "muito inquieta" com a operação montada pela PSP a pedido das magistradas Fernanda Pêgo e Andrea Marques. 

"Tive uma informação que me deixou muito preocupada. Da mesma maneira que defendo denunciantes como Rui Pinto, defendo o trabalho dos jornalistas, que é absolutamente indispensável numa sociedade livre num Estado democrático".

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