Benfica teve acesso a processos do FC Porto e Sporting

Benfica consultou processos do FC Porto e Sporting
Carlos Rodrigues Lima 06 de março de 2018

Contactos de Paulo Gonçalves nos tribunais terão partilhado informação de casos que envolviam clubes rivais. Assessor da SAD e técnico do Instituto de Justiça vão passar uma noite na cadeia

Nos últimos anos, o Benfica terá tido acesso a processos judiciais que envolviam FC Porto e Sporting. Esta é uma das suspeitas que está a ser investigada na operação "E-toupeira", que levou, esta terça feira às detenções de Paulo Gonçalves, assessor jurídico da SAD encarnada, e José Silva, técnico de informática do Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça (IGFEJ) e à constituição como arguidos do funcionário judicial Júlio Loureiro e do empresário de futebol Óscaer Cruz. Segundo informações recolhidas pela SÁBADO, os contactos de Gonçalves são suspeitos de lhe fazer chegar informação retirada dos sistema informático dos tribunais, o Citius,  não só dos casos que envolviam o Benfica, como também dos seus rivais mais directos.

Paulo Gonçalves, assessor jurídico da SAD do Benfica, foi esta terça-feira detido por suspeitas de corrupção activa. Segundo informações recolhidas pela SÁBADO, também um técnico de informática do Instituto de Gestão Financeira e Equipamento da Justiça foi detido pela Unidade Nacional Contra a Corrupção da Polícia Judiciária por suspeitas de corrupção passiva. Em causa estará uma rede montada pelo Benfica junto do sistema judicial para recolher informações de processos que corriam, sobretudo, no Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa.

O técnico do IGFEJ e outros funcionários judiciais suspeitos na investigação recolheriam informação directamente do sistema dados dos processos judiciais, o Citius, a qual chegaria posteriormente a Paulo Gonçalves. Um empresário de futebol é outro dos suspeitos na operação lançada esta terça feira pela Judiciária que, além das detenções, está a realizar buscas em casas particulares, no Benfica e nos tribunais de Guimarães e Fafe, onde trabalha outro dos suspeitos: Júlio Loureiro, funcionário judicial, já identificado no chamado "casos dos emails", depois de ter sido público que enviou para o assessor jurídico do Benfica uma notificação do Tribunal de Guimarães para uma audição do treinador Rui Vitória.

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