Barragens: Suspeitas de corrupção e tráfico de influências chegam à PGR

Barragens: Suspeitas de corrupção e tráfico de influências chegam à PGR
Leonor Riso 16 de fevereiro de 2017

GEOTA entregou uma queixa-crime na Procuradoria-Geral da República para que o Ministério Público investigue as decisões relativas à construção dos empreendimentos do Plano Nacional de Barragens

O GEOTA - Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente entregou uma queixa-crime à Procuradoria-Geral da República que pede que as decisões relativas à construção de novas barragens sejam investigadas.

A organização não-governamental de ambiente suspeita de corrupção e tráfico de influências quanto às obras que integram o Programa Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroeléctrico (PNBEPH), aprovado em 2007, durante o governo de Sócrates: a barragem de Foz Tua (na imagem), construída pela Mota-Engil/Somague/MSF, explorada pela EDP; o Sistema Electroprodutor do Tâmega (barragens de Daivões, Gouvães e Alto Tâmega), a construir pela Ferrovial Agroman e MSF Engenharia e a explorar pela Iberdrola; a barragem do Fridão, suspensa mas no futuro a explorar pela EDP; e o Aproveitamento Eléctrico do Baixo Sabor, ligada à Odebrecht, aos empreiteiros Bento Pedroso/Lena e explorada pela EDP.

O GEOTA quer que sejam analisados "os actos e decisões políticas e administrativas tomadas nos últimos anos, com especial incidência nos respectivos processos de planeamento, aprovação, subsidiação, licenciamento e implementação".

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