As vezes em que Salgado não aceitou um não dos políticos

As vezes em que Salgado não aceitou um não dos políticos
Alexandre R. Malhado 16 de julho de 2020

Quando necessário, Ricardo Salgado tentou influenciar governantes — e quando recebia um não, arranjava maneiras (ilegais) para obter o que queria, argumenta o Ministério Público.

Quando necessário, Ricardo Salgado tentou convencer intervenientes políticos — e mesmo quando recebia um não, arranjava maneiras (algumas delas ilegais) para obter o que queria, argumenta o Ministério Público na acusação do processo BES, a que a SÁBADO teve acesso. Isso está refletido em dois episódios de 2014: quando o Banco de Portugal proibiu a continuação da colocação do papel comercial doméstico da Rioforte e, durante o primeiro semestre, quando Salgado pediu linhas de financiamento à Caixa Geral de Depósitos para combater o respetivo endividamento do grupo Rioforte.

A acusação conta que tudo começou quando Ricardo Salgado, José Manuel Espírito Santo e Manuel Fernando Espírito Santo meteram a Rioforte e a ES Irmãos (as principais holdings do Grupo Rioforte) a colocar, em montante bruto, cerca de 4630,9 milhões de euros de dívida titulada e fiduciário, valor que, face a 31.12.2013, representou um aumento líquido de 1739,4 milhões de euros. Dívidas essa que ficaram por reembolsar 2411,9 milhões de euros, gerando um prejuízo de igual valor nos seus tomadores. 

<blockquote class="embedly-card"><h4><a href="https://www.sabado.pt/dinheiro/detalhe/como-os-espirito-santo-se-fizeram-ricos---e-perderam-tudo-varias-vezes">Como os Espírito Santo se fizeram ricos - e perderam tudo, várias vezes</a></h4><p>Os primos Ricardo e José Manuel, antes inseparáveis, são agora acusados pelo Ministério Público. A queda do Dono Disto Tudo arrastou um terceiro ramo da família e levou a reuniões secretas num clã que já antes perdera o banco, mas mantivera o nome incólume - até 2014 - Dinheiro , Sábado.</p></blockquote>
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