Ana Gomes: "Qualquer crítica [a Sócrates] era crime"

Ana Gomes: 'Qualquer crítica [a Sócrates] era crime'
Diogo Barreto 11 de novembro de 2020

De onde vem, por onde andou e para onde pretende ir Ana Gomes, candidata à Presidência da República e histórica socialista? E o que pensa de Portas, Costa ou Sócrates? Um novo livro coloca-a a responder a várias destas perguntas.

"Uma diplomata muito pouco diplomática chamada Ana Gomes." É assim que João Pedro Henriques, jornalista, descreve a candidata à Presidência. No livro Ana Gomes, a vida e o mundo, a ser editado este mês, o repórter revela as entrevistas que manteve com a socialista ao longo de vários meses. No total foram mais de 20 horas de conversa onde a antiga deputada europeia falou sobre o seu percurso político, as pessoas que conheceu e as suas batalhas dos últimos 45 anos de vida ativa. 

Ao longo de mais de 200 páginas que correspondem às 20 horas de entrevistas, a antiga eurodeputada fala sobre a sua luta contra a corrupção enquanto esteve no Parlamento Europeu; o apoio ao hacker Rui Pinto na divulgação do Football Leaks; o caso dos submarinos e dos estaleiros de Viana e a luta em Timor.

Há ainda um capítulo dedicado inteiramente a Sócrates em que a candidata lamenta que o Partido Socialista tenha sido "capturado" por alguém como o antigo primeiro-ministro e não ter feito atempadamente uma autocrítica sobre o tema e outros dois capítulos sobre como chegou à decisão de se candidatar à Presidência da República.

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