Acordo com Chega causa ondas de choque

Acordo com Chega causa ondas de choque
Margarida Davim 12 de novembro de 2020

Há quem no PSD questione o mandato de Rio para se aliar à extrema-direita, quem esteja preocupado com esta deriva e quem declare ter deixado de apoiar o líder. À esquerda já há quem fale em “fachingonça” para descrever o acordo nos Açores.

O acordo com o Chega nos Açores está a deixar Rui Rio sob um coro de críticas. No PSD, há mesmo quem questione se quem foi eleito líder com a moção "Portugal ao Centro" estará mandatado pelo partido para firmar um entendimento com a extrema-direita. 

"É uma viragem que não está legitimada. Vai contra a forma como o Dr. Rui Rio se apresentou aos militantes nas eleições internas", nota à SÁBADO o ex-líder do PSD Porto e conselheiro nacional Hugo Neto, que diz não estar "a falar apenas de um acordo, mas de um salto em frente" quando já se veem "dirigentes nacionais a defender o Chega e a validar a postura do Chega".

"Há um esforço de normalização do Chega que vai além do acordo regional", considera Hugo Neto, que acha que, "se é verdade que o PS e a esquerda não têm grande legitimidade para criticar [este apoio parlamentar], o PSD podia e deveria ter seguido outro caminho".

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