A saúde mental é "o parente pobre do SNS"

A saúde mental é 'o parente pobre do SNS'
Sara Capelo 10 de outubro de 2018

No Dia Mundial da Saúde Mental, o bastonário faz um retrato de um país onde há 2,5 psicólogos por cada 100 mil habitantes e são cada vez mais os utentes com depressão (400 mil ao ano)

São os números oficiais. Vinte e três por centro da população portuguesa sofre de um problema de saúde mental. Quatrocentos mil por ano são diagnosticados com depressão. Em 2016 prescreveram-se 30 milhões de embalagens de psicofáracos. E gastou-se, por dia, 600 mil euros neste tipo de medicação. 

Estes valores servem de alerta no Dia Mundial da Saúde Mental que se assinala neste 10 de Outubro, considera o bastonário da Ordem dos Psicólogos Portugueses, Francisco Miranda Rodrigues. O motivo para uma entrevista à SÁBADO, em que sublinha a necessidade de integração de mais profisisonais nos serviços de saúde e também nas escolas.  

Há dias, Daniel Sampaio dizia que a área da saúde mental é o parente pobre do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Concorda?
Absolutamente de acordo. É algo que tem vindo a ser repetido há anos. O grande problema é que nada muda. Nos últimos dez anos, crescem as perturbações e o consumo de psicofármacos mas o que não cresce são os recursos necessários para trabalhar estas matérias. 

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