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Isaltino Morais: "É uma grande vitória dos oeirenses"

01.10.2017 22:53 por Gonçalo Correia
Os oeirenses votaram pela "democracia, tolerância, vivência democrática e um novo ciclo de desenvolvimento", afirmou Isaltino Morais. "Esta é talvez a candidatura mais independente de Portugal", acrescentou

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"Meus amigos e minhas amigas". Foi assim que Isaltino Morais começou o seu discurso de reacção às projecções que lhe dão uma vitória confortável, por maioria absoluta, no concelho de Oeiras. Mesmo que, como disse mais à frente, este não seja "tempo para discursos. Estamos aqui todos para celebrar."

O discurso de vitória de Isaltino Morais

O autarca, condenado no passado por fraude fiscal, abuso de poder e corrupção passiva para acto ilícito e branqueamento de capitais, sublinhou que ainda há incerteza sobre os resultados: "Ainda não sei quais são os resultados definitivos".

Perante gritos de "vitória", vindos da plateia, Isaltino Morais respondeu: "A vitória já a tivemos e é uma grande vitória, é uma vitória dos oeirenses. Demonstraram que a democracia, a tolerância, a vivência democrática e sobretudo o querer um novo ciclo de desenvolvimento estão bem arreigados no espírito, na vontade e na determinação dos oeirenses. Demonstraram-no nestas eleições".

Agradecendo a todos os que "acreditaram" em si quando decidiu "avançar com a candidatura", Isaltino Morais defendeu ainda que "está demonstrado que está não é um candidatura unipessoal, como alguns querem fazer crer. É talvez a candidatura mais independente de Portugal".

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"Ao votarem na nossa candidatura, os oeirenses disseram o que queriam para Oeiras. Nós perguntámos e eles disseram o que queriam mas também o que não queriam". E o que é que os oeirenses não querem? "Os erros que foram cometidos por outros", afirmou o autarca, defendendo que "o poder não é a cadeira", no que pode ser entendido como uma indirecta ao anterior presidente e seu concorrente, Paulo Vistas.

Isaltino Morais sublinhou ainda que o nível de abstenção parece ter sido menor do que em 2013. "Se assim for, é positivo para Oeiras e para a democracia", rematou.


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