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Política

Santana Lopes admite preparar programa do PSD

06.10.2017 10:19 por Alexandra Pedro
Actual provedor da Santa Casa diz que o "PSD não nasceu para ser segundo de ninguém" e crítica as "lapas" do partido
Foto: Inês Lourenço / Correio da Manhã 
Santana Lopes poderá ser novo provedor da Santa Casa
Foto: Sábado
Foto: Pedro Catarino/Cofina Media
Foto: Pedro Simões

Santana Lopes
Pedro Santana Lopes admite estar a "cuidar" do programa para o PSD. De acordo com o artigo de opinião que publica semanalmente no Correio da Manhã, o ex-autarca assegura que o "PPD/PSD não nasceu para ser segundo de ninguém" e por isso têm-se dedicado aos "programas" nestes dias.

"O PPD/PSD não nasceu para ser segundo de ninguém. Portugal precisa de crescer acima da média europeia, precisa de criar mais riqueza, para assegurar melhor nível de vida. Precisa de respeitar as suas instituições principais, nomeadamente as Forças Armadas. Nesta fase, os programas são muito importantes, por mim, é disso que estou a cuidar estes dias", afirmou Santana Lopes na crónica. 

O social-democrata acrescenta ainda que é "mais de acção" e "mais de agir" que as instituições que dirigiu desejam que "regresse ou que continue". "
Sou mais de acção, sou mais de agir e, desculpem a presunção, mas nas três casas que dirigi com algum tempo até hoje, têm querido que eu regresse ou que eu continue: falo da Figueira, de Lisboa e da Santa Casa", frisou. 

Sobre Pedro Passos Coelho, actual líder do partido que não se vai recandidatar nas próximas eleições internas, o provedor da Santa Casa da Misericórdia afirma que fez "um trabalho digno de muito reconhecimento", mas lembra que agora é tempo de escolher uma "solução capaz". "O PPD/PSD tem agora de escolher a solução capaz de enfrentar um adversário muito poderoso de quem neste momento se diz com condições de conseguir uma maioria absoluta nas próximas eleições legislativas", disse. 

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No artigo de opinião Santana Lopes lança farpas às "lapas" do partido, mas, por outro lado, afirma que o PSD "tem muita coisa boa". "Os partidos não se constroem com lapas e o PSD tem um número considerável dessa espécie. As lapas agarram-se quando lhes interessa e onde julgam que se podem segurar. Podem mudar de um lado para o outro, mas nunca deixam de ser o que são. Há lapas que já foram autarcas, mas não deixaram marca, não deixaram nada, ou porque não são capazes e/ou porque se preocupam sempre mais em tratar da sua sobrevivência do que do desenvolvimento das comunidades a quem o voto pediram. São lapas porque não são mais nada, não têm mais nada para dar", escreveu. 

No entanto, o ex-autarca destaca muitas "coisas boas" no partido, nomeadamente os "autarcas" - "que têm feito obras extraordinárias, transformam urbes com projectos inovadores e mobilizadores" e os "militantes" - "de uma generosidade fantástica, as chamadas bases, que é um termo que ficou reservado para os que são do PPD/PSD, já que, na verdade, quase nunca se fala de bases a propósito dos militantes de outros partidos". 


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