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PSP acusada de usar força excessiva dentro de supermercado

20.12.2017 17:31 por Diogo Barreto
Agentes terão demasiada força contra cidadão com "deficiência psíquica". Funcionamento da loja "estava a ser perturbado" e "agente terá procurado repor a ordem", diz Pingo Doce.
Foto: Sábado
Foto: Sábado
Foto: Cofina Media

PSP

Foi divulgado nas redes sociais um vídeo em que dois agentes da PSP terão alegadamente usado força excessiva contra um homem dentro de um supermercado Pingo Doce. Segundo a pessoa que postou o vídeo, o incidente ocorreu em Loures, Lisboa, e a alegada vítima é portador de "deficiência psíquica".

O vídeo não mostra os acontecimentos que antecedem o incidente. Contudo, o autor da publicação no Facebook escreve que o homem manietado terá querido fazer uma reclamação por motivo ainda desconhecido e pedido para falar com o chefe do agente da polícia. O agente em causa pertence à esquadra de Odivelas, segundo o autor. 

Fonte oficial do Pingo Doce explicou à SÁBADO que foi revelado que o normal funcionamento da loja "estava a ser perturbado e que o agente terá procurado repor a ordem". Foi ainda adiantado que o caso está em processo de averiguação interna.

O membro da PSP ter-lhe-á respondido: "Quem manda aqui sou eu, eu é que sou polícia". O homem terá então pedido o nome do agente que lhe terá mostrado o nome que estava bordado ao peito. Em troca quis saber a identidade do civil que se terá recusado a fornecê-la e que continuou a insistir em falar com o seu superior hierárquico.

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Terá sido então que o polícia terá procedido à tentativa de imobilização do homem, que como mostra o vídeo, resistiu, gritando: "Filmem, filmem, filmem isto", ao longo do vídeo. Uma mulher mais idosa, identificada pelo autor da publicação no Facebook como mãe do indivíduo, tenta acalmar a situação.

Enquanto o polícia tenta imobilizar o homem, várias pessoas pedem contenção, dizendo que o senhor "é deficiente" e que não entende.

Num segundo vídeo, é possível ver dois agentes a tentar imobilizar o homem e a chamar um terceiro. O vídeo abaixo contém linguagem que pode ferir susceptibilidades. Aconselhada discrição.



Contactado pela SÁBADO, o Comando Metropolitano da Polícia de Segurança Pública disse não ter ainda conhecimento do caso. A loja de Santo António dos Cavaleiros recusou-se a comentar o assunto, quando contactada pela SÁBADO.
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