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Portugal

Polícia Judiciária faz buscas na Câmara de Pedrógão Grande

12.09.2018 12:32 por Alexandre R. Malhado e Diogo Camilo
As autoridades já estiveram nas instalações da autarquia e, de seguida, dirigiram-se ao gabinete que trata da reconstrução das casas afectadas pelos incêndios.
Foto: Carlos Barroso/Correio da Manhã
Pedrógão Grande
Foto: Raquel Wise
Foto: Vítor Mota/Cofina Media
Pedrógão Grande, mortes, autarcas, arguidos, MP, incêndios, fogos, tragédia
Foto: Sábado

A Polícia Judiciária (PJ), acompanhada pelo Ministério Público, realizou esta quarta-feira buscas na Câmara Municipal de Pedrógão Grande e na Casa Municipal da Cultura de Pedrógão Grande, onde funciona o gabinete que trata da reconstrução das casas afectadas pelos incêndios de Junho de 2017.

À SÁBADO, o subdirector da Directoria do Centro da PJ, Carlos Dias, confirmou as buscas na Câmara Municipal de Pedrógão Grande. De acordo com o responsável, esta acção faz parte de "diligências no âmbito da reconstrução de casas afectadas pelos incêndios". 

Ao que a SÁBADO apurou, as autoridades já estiveram nas instalações da autarquia e foram, posteriormente, para a Casa da Cultura, onde se situa o gabinete com a responsabilidade sobre a reconstrução de casas afectadas pelos incêndios de Junho de 2017. Estiveram, esta tarde, 10 elementos da PJ no local em busca de indícios.

A 19 de Julho a Procuradoria-Geral da República (PGR) já tinha anunciado a abertura de um inquérito para investigar os alegados esquemas na reconstrução das casas.

A SÁBADO tentou contactar Valdemar Alves, o presidente da autarquia, sem sucesso. Em comunicado, a Câmara Municipal diz que os "inquéritos judiciais" em curso foram da sua iniciativa da própria autarquia. E que os elementos da PJ foram recebidos pelo presidente Valdemar Alves "a fim de serem municiados de todos os documentos julgado necessários para o apurasse total dos fatos".
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"A Câmara de Pedrógão congratula-se com a celeridade que os serviços do Ministério Público e da PJ entenderam conceder a estes Inquéritos Judiciais, convicta que é através dos órgãos próprios da Justiça – e não na praça pública – que se apuram serenamente os fatos e se repõe a verdade objectiva", refere o comunicado.




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