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Saúde

Liga Contra o Cancro preocupada com esperas para cirurgias à mama

08.05.2018 10:01 por Mariana Branco
Cirurgias muito prioritárias, que deveriam ter resposta em 15 dias, chegaram a demorar oito meses.
Cancro da mama: Doença afecta mais de um milhão por ano
Foto: Sábado
Foto: Getty Images
Foto: Sábado

Cancro da mama

Dados de 30 de Novembro de 2017, os últimos que foram publicados no Portal do Serviço Nacional de Saúde, revelaram que existe um tempo de espera acima da lei na área da Senologia – especialidade que trata doenças da mama. Esses dados preocupam a Liga Portuguesa Contra o Cancro que, segundo explica esta terça-feira o Diário de Notícias, vai avançar com um levantamento nacional junto dos hospitais, após ter recebido denúncias de que grande parte das doentes está a ser operadas fora dos tempos previstos.

Em Portimão, no final do ano passado, o tempo de espera para uma cirurgia muito prioritária era de oito meses, quando se tratava de casos que deviam ter resposta em 15 dias. Ao jornal, o hospital garante que actualmente tem apenas uma doente nesta situação, que já foi operada aguarda cirurgia reconstrutiva da mama.

No final do ano passado, em 45 serviços de hospitais públicos os tempos de espera ultrapassavam os previstos pela lei para cirurgias muito prioritárias. Por exemplo, em Santarém, no serviço de Oftalmologia, um doente esperava em média nove meses por uma cirurgia muito prioritária.

Vítor Veloso, presidente da Liga Portuguesa Contra o Cancro, considera o panorama muito preocupante e denuncia queixas de atrasos nas cirurgias para casos urgentes. "E muitas dessas queixas nem vêm dos utentes, partem mesmo dos médicos, que denunciam que grande parte das doentes está a ser operada fora dos tempos considerados aquedados. É um problema generalizado, que vai dos maiores hospitais, mais especializados, até aos distritais, e que tem tendência a agravar-se nesta altura de greves", disse ao diário.

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