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Saúde

IPO sem capacidade para fazer exames a todas as doentes que tiveram cancro

25.05.2018 08:36 por Mariana Branco
Por ter um número de pedidos superior ao de vagas, o Instituto de Oncologia de Lisboa admite que não pode assegurar mamografias de vigilância a utentes que ainda não tiveram alta.
Foto: Sérgio Lemos
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Foto: Getty Images
Foto: Ricardo Almeida

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O Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa não tem capacidade para dar resposta a todas as mulheres que precisam de fazer exames de seguimento do cancro da mama. Segundo o Diário de Notícias, as dificuldades são assumidas num documento interno do serviço de radiologia elaborado no último mês, em que o IPO admite que não pode assegurar mamografias de vigilância a 12 meses a utentes que ainda não tiveram alta cinco anos após a cirurgia.

Por ter um número de pedidos superior ao de vagas, o IPO, "não sabendo quando poderá ser agendado o exame", sugere às doentes que contactem os médicos de família para marcar as mamografias noutro local.

No final de Abril, 38 mulheres acompanhadas no Instituto Português de Oncologia ainda não tinham realizado a mamografia/ecografia prevista para Novembro e Dezembro de 2017 – equivalente a uma espera de 16 meses. Outras 450 mulheres já tinham ultrapassado os 12 meses de espera.

Segundo o IPO de Lisboa, é impossível responder a todos os pedidos de mamografias sem que existam atrasos porque aos mais de mil novos casos anuais de cancro da mama se soma um elevado número de mulheres que já foram operadas e que querem continuar a fazer a vigilância da doença naquela instituição de saúde.

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"Por essa razão, a marcação de mamografias e ecografias de seguimento está a ser feita de acordo com critérios de prioridade, salvaguardando a capacidade de o IPO garantir a realização dos exames necessários a todas as mulheres operadas há menos de cinco anos (período em que o risco de recidiva é mais elevado e a interpretação dos exames radiológicos mais complexa) e todas as outras técnicas radiológicas de diagnóstico, aferição, pré e pós operatórias que se fazem no Instituto", explicou fonte do IPO ao jornal.


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