Vanguardismos da Ilha do Fogo
Francisco Sousa Mestrado em Biotecnologia, Produtor Musical
31 de outubro de 2016

Vanguardismos da Ilha do Fogo

"É praxe dar-se, no 1º número de qualquer folha política ou literária, a razão do seu aparecimento. A nós, porém, aborrecem-nos as praxes (...)"

Acaba de sair em versão fac-similada pela livraria cabo-verdiana Pedro Cardoso a reedição de todos os números do jornal O Manduco, escrito entre Agosto de 1923 e Junho de 1924. O Manduco, "órgão defensor dos interesses da Colónia", tinha o luxo supremo de contar com Pedro Monteiro Cardoso (Ilha do Fogo, 1886-1965), Eugénio Tavares (Ilha Brava, 1867-1930) e José Lopes (Ilha de S. Nicolau, 1872-1962) formando "o trio mais temível do jornalismo cabo-verdiano", como escreve João Nobre Oliveira citado por Brito-Semedo.

 

Isto, claro, já sabemos que merece, nas palavras do jornal relativamente a outro tema, "um silêncio de garoupa" por estas planícies luso-europeias afora. A partir de terras lusas que variam entre a subserviência da formiga e a ordem tola da cavala, entra o machado bruto da inteligência da moreia, ela esguia e comprida.

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