Um partido por inteiro
Nuno Rogeiro
09 de abril de 2016

Um partido por inteiro

É preciso olhar para o último congresso do PSD sem ignorar as rosas e os espinhos, as facções e o todo, a História – incluindo a mais clandestina - e o futuro. (Atenção: este artigo contém conselhos que podem causar alergia ou habituação)

Sem filiação partidária, nem grande simpatia pelo fenómeno, sempre olhei os congressos do PSD com curiosidade.

Primeiro, nos tempos de brasa, enquanto "melhor espectáculo na cidade". Como costumavam salientar, mesmo a contragosto, os outros observadores independentes, e o gentil público. No fundo, num País que morria de tédio na política comum, estes conclaves traziam algum frémito.

Mas eram sobretudo o melhor laboratório de ideias políticas, tendências de moda, novidades de estilo e estratégias de poder, vindas de dentro do "sistema". Outros congressos seriam certamente mais cerebrais, mas menos relevantes, e outros ainda mais dramáticos, mas menos marcantes, além do instante.

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