Trinta anos sem mestre Pedroto
Alexandre Pais
14 de janeiro de 2015

Trinta anos sem mestre Pedroto

“As gentes do Porto são ordeiras porque, se não fossem, há muitos anos teriam recorrido à violência perante os enganos dos árbitros que têm decidido da perda de muitos campeonatos” - José Maria Pedroto

A 8 de Janeiro de 1985 ia a sepultar um dos nomes mais carismáticos do nosso futebol: José Maria Pedroto, também conhecido por Zé do Boné. Ainda hoje apelidado de mestre por muitos agentes desportivos, ele foi o visionário que cedo compreendeu a necessidade de controlar a podridão em que vivia o denominado sistema – e que basicamente consistia na gestão da arbitragem e no aproveitamento da incultura, má formação técnica e permeabilidade a influências de alguns árbitros.


Recordo com emoção a noite de Março de 1983, em que jornalistas do semanário Off-Side estiveram com Pedroto no Hotel Praia-Mar, de Carcavelos, onde o FC Porto pernoitava na véspera dos jogos na capital. Foi uma conversa fantástica com um homem de inteligência superior – alter ego de Pinto da Costa, tutor de Artur Jorge e precursor de José Mourinho – que sabia tudo sobre futebol e era, igualmente, um profundo conhecedor das pessoas. 

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