Quem és tu coaching?
João Laborinho Lúcio
29 de janeiro de 2020

Quem és tu coaching?

Ao consultar as novas enciclopédias, já não aquelas que encheram as prateleiras lá de casa, mas antes as que se fazem de hashtags, percebemos que a palavra "coaching" arrombou portas e janelas do nosso quotidiano e nos encheu de … equívocos.

Quando, na passada quarta-feira, combinámos que, de entre outras andanças, íamos falar de desenvolvimento pessoal e que talvez até falássemos mais de coaching, fui imediatamente invadido pela questão "quem és tu coaching?".

Bem sei que coaching é aquilo que faço profissionalmente e que ser coach faz parte da minha identidade. E talvez seja por tão bem saber o que acabo de escrever que me sabe tão bem poder bailar entre as teclas do meu velhinho PC (já são dois, portanto) e acreditar que, no final, contribuí de alguma forma para que o coaching não seja visto apenas como aquele que entra "pela porta dos fundos".

Ao consultar as novas enciclopédias, já não aquelas que encheram as prateleiras lá de casa, mas antes as que se fazem de hashtags, percebemos que a palavra "coaching" arrombou portas e janelas do nosso quotidiano e nos encheu de … equívocos. Tanto diz ser a partilha de uma vida rica cheia de passado que se oferece para que outros construam o seu futuro, como também se nos surge como um vazio de estrutura cheio de componentes presentes em bebidas energéticas que nos atiram para níveis de excitação de onde caímos, tão logo a secura de boca nos procure novamente. "Coaching" pode dizer-se isto como pode ser algo diferente, mais rigoroso, com um quadro de referência profissional, uma história, uma prática e uma oferta que garantam um ambiente protegido de potenciação pessoal e profissional de forma autónoma e segura.

Para continuar a ler
Já tem conta? Faça login
Opinião Ver mais