Os germes da mudança pacífica
Paulo Batista Ramos
07 de abril de 2020

Os germes da mudança pacífica

Mao costumava afirmar que "nós não atacaremos a não ser que sejamos atacados", será que a nova geração de acólitos de Xi Jinping ainda se lembra de Mao? Ou já se sentem atacados?

O surto de COVID-19 foi uma catástrofe natural com origem nos mercados de animais vivos na China, o qual provocou uma crise sanitária sem precedentes e, portanto, o seu combate deve ser deixado aos virologistas, epidemiologistas e outros agentes do setor da saúde.

Todavia, não podemos negligenciar os seus impactos geopolíticos, principalmente o asseverar da China como ator preponderante e hegemónico mundial. Como disse o atual presidente chinês Xi Jinping, perante o Parlamento australiano em 2014, "quando temos um gigante no meio da multidão, é natural que a multidão fique à espera de compreender quais vão ser os próximos movimentos do gigante".  

A ascensão da China foi ofuscada pela "Global War on Terror", que entreteve os EUA durante os últimos 20 anos, levando Washington a menosprezar o contexto global. 

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