De Portugal ao Brasil
João Pereira Coutinho Politólogo, escritor
06 de julho de 2019

De Portugal ao Brasil

Que uma parte da esquerda brasileira queira persistir na sua versão, tudo bem. Mas sem haver um gesto mínimo de racionalidade e mea culpa pelo naufrágio do PT, desconfio que Bolsonaro pode começar a pensar em 2022

O prédio tem de ser demolido. Mas a resistência de quem lá mora impede esse desígnio. Em duas frases, a saga do prédio Coutinho?
Não. Estou a falar do filme Aquarius, de Kleber Mendonça Filho. Uma obra de 2016 que a esquerda brasileira (e europeia) aplaudiu.
Eu também aplaudi, desde logo pela natureza conservadora da história: Clara (deslumbrante Sônia Braga) é guardiã da sua propriedade - e das suas memórias, que são inseparáveis daquele lugar. Por isso luta contra o autoritarismo da empresa que a quer arrancar de lá, usando as técnicas mais torpes para a quebrar.

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