Agora são os gatos, depois somos nós
José Pacheco Pereira Professor
26 de maio de 2019

Agora são os gatos, depois somos nós

E o nosso direito à liberdade, à privacidade, a não sermos vigiados mais do que já somos? O problema é que ninguém quer saber disto para nada, o comodismo e a inconsciência campeiam e não vai haver reação. E, quanto aos gatos, funciona como uma forma nova de imposto

Pelos vistos as autoridades querem colocar um chip nos gatos, como já acontece com os cães e, nalguns sítios, com os bebés. A seguir, mais um outro animal de permeio, há-de chegar aos humanos, bebés e adultos. É útil, serve para alguma coisa, evita-nos trabalho? Sim, transformados pela tecnologia em mais preguiçosos do que já somos, muita gente achará normal ter um chip com todas as úteis informações que temos de estar sempre a dar. Basta colocar o braço ou a testa debaixo de um scanner e já está: conta bancária, ficha médica, multibanco, tudo num ápice. E haverá sérios argumentos de vida e de morte a favor do chip, tipo sanguíneo, alergias, etc. E argumentos de segurança, para identificar criminosos condenados, pedófilos, etc.

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