A Porteira
16 de fevereiro de 2017

Afinal é "a" sms ou "o" sms?

Já enfiei aqui uma tamparuére na mala para levar ao lançamento do livro do Dótor Cavaco, que naquelas coisas há sempre quando mais não seja pois um croquete, pois um rissol de camarão, e às vezes até umas tostas assim sobre o redondo com uma coisa a fazer, faz de conta, de caviar

Já enfiei aqui uma tamparuére na mala para levar ao lançamento do livro do Dótor Cavaco, que naquelas coisas há sempre quando mais não seja pois um croquete, pois um rissol de camarão, e às vezes até umas tostas assim sobre o redondo com uma coisa a fazer, faz de conta, de caviar. Também é assim em bolinhas pequeninas, mas fica mais em conta. E agora também há muito a moda do suchi, ou suxi como se escreve em japonês, que já quando fui ao lançamento da biografia da vida da Cristina Ferreira andavam lá uns rapazes com umas bandejas disso na mão. Fica mais caro, mas dá logo outro efeito. E sempre desvia um bocadinho a atenção do livro, para não maçar tanto as pessoas. Já nisto do Dótor Cavaco, não vou com muita sede ao pote, porque aquilo são outras idades e o suxi, eu cá sou franca, cola-se um bocado aos dentes e ao céu da boca, e quem pra quem tem placa como o Dótor... Além disso, aqui para nós que ninguém nos ouve, o homem, já se sabe, não abre a mão nem para dizer adeus. É fonas até à quinta casa. Pensões pequenas, já se sabe, e acho que a senhora não era muito amiga de trabalhar. Diz que era professora. De quê não sei, mas não devia ser coisa que desse muito dinheiro. E também não lhe devia tomar muito tempo que a verdade é que as camisas do marido andam sempre muito bem engomadas. Bom, mas alguma coisa há-de haver, não é?

Quinta-feira e outros dias. É o nome do livro. E o homem parece que é bruxo! Então não se dá o caso de ser precisamente à quinta-feira que é o dia da reciclagem do papel aqui na escada? Isto está mesmo tudo ligado, o mundo é um alguidar, nós não somos nada e quando morrermos vamos deitados. Mesmo os que morrem de pé, como as árvores.

Por falar em morrer de pé como as árvores, ou melhor, a despropósito, que não tem nada a ver, que barracada é esta com os eciémiécis do Ministro Dótor Centeno? Que mania, lá está, de se meterem na vida das pessoas! O telefone é sagrado. Há três coisas que não me toquem na vida! O meu telefone, a minha medalhinha de Santa Rita de Cássia, que me deu a minha madrinha que Deus tem, que era uma santa, olha, só de aturar aquele bêbedo... e o meu ferro a vapor, que nenhuma das minhas noras lhe chega perto, que já me estragaram dois. Como não lhes custa a ganhar...

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