A teoria do poço e o PS
Carlos Rodrigues Lima Subdiretor
26 de maio de 2018

A teoria do poço e o PS

O que o Congresso tem debatido não é a esquerda ou a direita, mas sim o que deve acontecer à "geringonça" nas eleições de 2019. Como disse Ascenso Simões, António Costa resolverá

Ascenso Simões, antigo secretário de Estado de António Costa no ministério da Administração Interna, partilhou com o Congresso do PS uma teoria que, segundo o próprio, corria na Administração Interna, quando Costa era ministro desta área. Disse Ascenso Simões que, entre 2005 e 2007, anos em que o País foi assolado por cheias, incêndios e uma onda de criminalidade, e quando todos os que trabalhavam no MAI se sentiam no fundo do poço, alguém apelava à tranquilidade, porque o "António Costa resolve".

A "teoria do poço" confirmou-se em 2015: mesmo perdendo as eleições para a coligação PSD/CDS, António Costa resolveu, chamando o Bloco de Esquerda e o PCP para formar uma maioria parlamentar que, por sua vez, apoiaria um governo socialista. A solução ficou conhecida como "geringonça", palavra que, segundo o poeta Manuel Alegre, já está a inspirar outras Línguas, que procuram a respectiva tradução.

 O grande debate que, hoje, atravessa o PS e que se está a reflectir no Congresso não é se os socialistas estão ou devem estar mais à esquerda ou mais à direita. Os principais recados que têm sido passado apo líder têm a ver com as eleições de 2019 e como o PS se deve apresentar.

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