Guilherme Geirinhas
04 de janeiro de 2019

12 resoluções que vão mudar a sua vida em 2019

Por que raio somos tão megalómanos nas resoluções de ano novo e por que raio perguntamos sempre por que raio e não perguntamos por que diâmetro? Tenho menos certezas na metade não-aritmética da pergunta.

Por que raio somos tão megalómanos nas resoluções de ano novo e por que raio perguntamos sempre por que raio e não perguntamos por que diâmetro? Tenho menos certezas na metade não-aritmética da pergunta.  

Chega o novo ano, pedimos a Deus um emprego, uma casa, viagens, mas esquecemo-nos sempre das pequenas coisas. As pequenas coisas que, tantas vezes, são as que dão mais trabalho. Dar a volta ao mundo, por mais ambicioso que seja, é bem menos trabalhoso do que fechar o pacote dos cereais com uma mola. Fechar os cereais com uma mola, de tão mundano que é, torna-se utópico. Mas nunca ninguém guarda uma passa na contagem para acondicionar no vácuo os Cini Minis.  

Não sei pedir desejos. Frequentei um colégio católico durante quinze anos mas, erro meu, nunca dominei a oração. Sempre achei que se pedisse coisas só para mim, Deus achar-me-ia egoísta. Talvez por isso, não fosse raro disfarçar os meus pedidos a Deus com pedidos para ajudar os outros: "por favor, Senhor, acaba com a fome, com a guerra e deixa-me ser o melhor em campo no jogo de interturmas contra o 9ºC". 

Para continuar a ler
Já tem conta? Faça login
Opinião Ver mais