O ano em que não houve Natal
José Pacheco Pereira Professor
03 de janeiro

O ano em que não houve Natal

Os valentes “caçadores” que foram matar mais de cinco centenas de animais caíram na armadilha da sua própria gabarolice. Com a habitual hipocrisia, ninguém sabe quem autorizou, quem reservou, quem pagou, se é a central fotovoltaica, ou a carne, ou as duas.

Não há muito para lembrar neste ano de 2020, mas é possível que venha a ser lembrado como o ano sem Natal. A força do hábito é imensa, e por muito que se diga que tudo vai mudar é pouco provável que aconteça. Mesmo que se diga "sem Natal" houve por aí muito Natal que não foi diferente ou que foi pouco diferente do passado, mas mesmo assim a perturbação na mais genuína e relevante festa familiar será suficiente para se perceber a excepcionalidade. "Lembras-te daquele ano em que não houve Natal? Lembro, nem Natal, nem prendas, nem Pai Natal, nem avós e criancinhas."

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