Negligência, amiguismo, compadrio, tráfico de influências e corrupção
José Pacheco Pereira Professor
08 de março de 2020

Negligência, amiguismo, compadrio, tráfico de influências e corrupção

O carácter estrutural da corrupção tem a ver com a inexistência de uma cultura cívica dominante, da inexistência de instituições independentes de controlo, e da indiferença colectiva de uma sociedade civil muito fraca

O que se vai sabendo sobre a justiça e a presença nessa área, que sempre se apresentou como impoluta, do conjunto de perversões que dão título a este fragmento do artigo não parece muito diferente do que acontece na política, nos negócios, na cultura, no desporto, etc. A realidade parece a mesma, ainda que a dimensão e a forma possam ser diferenciadas. Mas trata-se substancialmente de fenómenos da mesma natureza, que revelam uma das características do nosso atraso cívico. Pode ter-se em conta que a percepção da dimensão destes fenómenos, em particular da corrupção pura e dura, é muito superior à realidade mas, mesmo assim, sobra muito para nos preocuparmos e não deixar ao populismo o pretexto da inocência que, qualquer pessoa que saiba História, sabe que não tem.

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