João Pereira Coutinho
João Pereira Coutinho Politólogo, escritor
16.04.2021

De caixão à cova

No mundo real, o que se passou na sexta-feira seria um velório para Sócrates. Mas, como acontece nos velórios, o momento foi encarado pelo próprio como uma oportunidade para contar anedotas directamente do caixão.

09.04.2021

Gatos e ratos

Não seria de espantar que, perante as “forças de bloqueio”, o dr. Costa invocasse no próximo Orçamento um típico “deixem-me trabalhar”, forçando eleições antecipadas.

02.04.2021

Camisolas e aventais

Em que mundo é que um Presidente, ao arrepio da Constituição que jurou defender, cumprir e fazer cumprir, concede ao Governo um poder absoluto para pôr e dispor da vida dos portugueses sem dar contas ao vigário?

26.03.2021

Faca e alguidar

Agora, Bruxelas quer ir mais longe: bloqueando a exportação de vacinas para o Reino Unido – e até, quem sabe, quebrando as patentes para tentar acelerar a imunização. Especialistas vários, que não vivem neste mundo alucinado, recomendam prudência.

19.03.2021

Eternos retornos

No meio das tristezas da pandemia, há um comportamento que sempre me pareceu cómico: o primeiro-ministro achar que o vírus avança e recua de acordo com as ordens do Governo aos portugueses.

12.03.2021

Idades das trevas

Cada país engana-se como entende. E, em termos de veracidade, a vocação democrática do PCP ou a nobreza do ideal comunista estão ao mesmo nível das afirmações do primeiro-ministro, para quem a pandemia revelou o fracasso do “neoliberalismo”

05.03.2021

Pelos cabelos

Se Carlos Moedas vencer Lisboa, Rui Rio ganha meia botija de oxigénio. Para ganhar a outra metade, é preciso o Porto – e é preciso seguramente mais do que Vladimiro Feliz, citado por Rio em entrevista recente, um nome cujo peso é bastante semelhante ao de uma folha de alface

26.02.2021

Isto é um assalto

Se algo faz mal aos mais pobres, devemos limitar ou abolir o acesso deles à fonte dos seus infortúnios. Porque os pobres, sugere o novo puritanismo, são como crianças que não entendem os males do mundo. Precisam de uma mão tutelar, e obviamente estatal, para poderem viver e crescer nos seus habitats incorrompidos

19.02.2021

Tempos de guerra

Tempos de catástrofe tendem a premiar o soba do momento. E se assim é em países com sociedades civis mais robustas, que dizer de Portugal, com uma população empobrecida, temente e dependente do Estado?

12.02.2021

Haja esperança

Se a leitura, em Portugal, fosse um fenómeno de multidões, o argumento sanitário faria algum sentido. Mas a nossa iliteracia é conhecida; os livros são uma religião de poucos. Como negar-lhes, neste momento de suspensão e recolhimento, a frequência dos templos e o acesso às escritas?

05.02.2021

Pensamentos mágicos

Francisco Ramos não se impressiona com pormenores. Prefere lembrar que a roubalheira de vacinas que se regista por aí só indigna verdadeiramente os eleitores de André Ventura, o que não deixa de ser um elogio para eles. As pessoas de bem, na curiosa mundividência do dr. Ramos, toleram e até aplaudem a vigarice

29.01.2021

Conta-me como foi

Existe uma vaidade intrísenca em Marcelo que não convive bem com um Governo cabotino, um país empobrecido e uma direita “social” destroçada. Ficar de braços cruzados, sem interferir no naufrágio, não é propriamente um grande legado. E Marcelo quer deixar legado.

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