João Pereira Coutinho
João Pereira Coutinho Politólogo, escritor
26.02.2021

Isto é um assalto

Se algo faz mal aos mais pobres, devemos limitar ou abolir o acesso deles à fonte dos seus infortúnios. Porque os pobres, sugere o novo puritanismo, são como crianças que não entendem os males do mundo. Precisam de uma mão tutelar, e obviamente estatal, para poderem viver e crescer nos seus habitats incorrompidos

19.02.2021

Tempos de guerra

Tempos de catástrofe tendem a premiar o soba do momento. E se assim é em países com sociedades civis mais robustas, que dizer de Portugal, com uma população empobrecida, temente e dependente do Estado?

12.02.2021

Haja esperança

Se a leitura, em Portugal, fosse um fenómeno de multidões, o argumento sanitário faria algum sentido. Mas a nossa iliteracia é conhecida; os livros são uma religião de poucos. Como negar-lhes, neste momento de suspensão e recolhimento, a frequência dos templos e o acesso às escritas?

05.02.2021

Pensamentos mágicos

Francisco Ramos não se impressiona com pormenores. Prefere lembrar que a roubalheira de vacinas que se regista por aí só indigna verdadeiramente os eleitores de André Ventura, o que não deixa de ser um elogio para eles. As pessoas de bem, na curiosa mundividência do dr. Ramos, toleram e até aplaudem a vigarice

29.01.2021

Conta-me como foi

Existe uma vaidade intrísenca em Marcelo que não convive bem com um Governo cabotino, um país empobrecido e uma direita “social” destroçada. Ficar de braços cruzados, sem interferir no naufrágio, não é propriamente um grande legado. E Marcelo quer deixar legado.

22.01.2021

O vírus português

E como negar, sobretudo, os médicos e enfermeiros que já não sabem o que fazer com tantos doentes e cadáveres? E que temem, não sem alguma razão, que Portugal em 2021 seja a Itália ou a Espanha de 2020?

16.01.2021

Vitórias de Pirro

Eu ainda me lembro dos tempos pré-bacalhau cozido, em que o número de infectados e mortos era ridiculamente baixo. Como se passa de uma situação totalmente sob controlo para esta desgraça sem remédio?

09.01.2021

Gatos e ratos

As presidenciais estão reduzidas a isto: uma espécie de jogo de futebol com os “casos do jogo” e as “entradas em falso”. As propostas e as ideias dos candidatos, essas, não existem – ou, quando existem, são tão más que uma pessoa pergunta honestamente se a esmagadora maioria conhece a Constituição

02.01.2021

Dicionário do ano da peste

Os millennials são a grande geração perdida do século XXI. Eu, se fosse às gerações grisalhas, moderava as críticas e tentava sarar essas feridas com humildade. Os jovens foram exemplares quando têm pela frente um cenário dantesco.

26.12.2020

Do corpo ao manifesto

Marcelo despiu-se de preconceitos. António costa não quis ficar atrás. Nas democracias mediáticas, partilhar a intimidade pode render fama e votos. Mas partilhar as intimidades é um passo rumo ao abismo que devemos evitar

19.12.2020

Palhaços ricos, palhaços pobres

Só Deus sabe como sou insuspeito de simpatias bloquistas. Mas eu diria, com a devida vénia ao sr. Bernstein, que a política portuguesa é toda ela social-democrata, entendendo-se pelo termo uma emancipação do marxismo que recusa o caminho leninista.

12.12.2020

Parques jurássicos

A maioria pertence ao grupo do “Vai Tu Indo à Frente que Eu Vou a Seguir”, o que permite antecipar um cenário em que há excesso de vacinas mas não de braços, ou de nádegas, para elas

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