A carteira e a vida
João Pereira Coutinho Politólogo, escritor
04 de abril de 2020

A carteira e a vida

O fanatismo de Louçã é tão intenso que o homem nem percebe o que significariam os famosos coronabonds. Com a mutualização da dívida viria também uma transferência do que resta da nossa soberania para Bruxelas, Frankfurt e Berlim. E com o Bloco de Esquerda a uivar à Lua

TEMPOS DE CRISE despertam o racista que há em nós. Que o diga Francisco Louçã, eternamente aprisionado à sua cartilha marxista. A Alemanha não quer ajudar os países do Sul com a emissão de dívida conjunta? É natural. Na visão de Louçã, os capitalistas alemães representam o mesmo que os "judeus" na teologia do tio Karl: agentes do lucro que habitam as catacumbas da sociedade burguesa e que, no limite, a dominam. Por isso lucram com as crises: onde os inocentes vêem desastre económico e mortandade em larga escala, os alemães vêem juros negativos, cifrões, cofres cheios.

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