Sangue na Quaresma
Nuno Rogeiro
23 de março de 2018

Sangue na Quaresma

Convém não minimizar nem exagerar os morticínios do que resta do Daesh, seja o próprio seja o imaginário. Mas ou vivemos um alerta lúcido, calmo e permanente, ou desistimos.

Jean-François Pujo, antigo polícia judiciário, agora comandante da 57ª Companhia Republicana de Segurança (CRS) de Carcassonne, tinha consciência plena da volatilidade da região.: «há muito a fazer, mas estamos aqui para isso», disse ao tomar posse, há dois anos.

Quando um grupo de homens do CRS 53 de Marselha entrava no quartel da 57, para um desafio de futebol e jogging, foi alvejado por um automóvel que seguia o veículo. Um dos polícias intervenção ficou ferido no ombro. O meliante fugiu pela Avenida General Leclerc, seguido pelo CRS, até ao Super U de Trèbes, a 10 quilómetros. Aí tentou fazer reféns. Mas a fria de terminação de um segurança e de um funcionário do talho ajudou os clientes a fugir. Há sempre heróis simples nestas tragédias.

Redouane Lakdim, o marroquino que executou o acto, tinha deixado uma mensagem de submissão ao moribundo «califa» do Daesh, cercado no sudeste da Síria.

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