É a França, estúpido!
Pedro Marta Santos
19 de julho de 2016

É a França, estúpido!

Quero é ter a ronha da Itália, a fortuna da Alemanha e os penáltis perdoados dos franceses, que se sentem com o rei na barriga desde Napoleão e ostentam na lapela mais sinónimos de arrogância do que um dicionário de Diderot

Escrevo 48 horas antes da final do Euro 2016 (o outro Euro está em vigor há 14 anos e oferece notáveis jogadas de bastidores). Mas o essencial mantém-se: apesar dos nostálgicos e dos especialistas, cuja baba televisiva recorda a "beleza" do futebol da selecção quando esta era sempre derrotada nas meias-finais – estamos a falar de homens adultos que desenham linhas imaginárias num rectângulo de relva –, a mim só me interessa é ganhar, nem que seja ao 123º minuto em fora de jogo e com a mão (lembram-se do golo de Thierry Henry com o braço à República da Irlanda em 2009?), ou graças a um espectáculo que dê náuseas ao Carlos Daniel e problemas gastrointestinais ao Rui Santos. Como acham essas excelências que a França chegou à final caseira do Mundial de 1998? Apenas graças ao génio de Zidane?

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