Ninguém vai ter alta desta crise
Carlos Rodrigues Lima Subdiretor
26 de março de 2020

Ninguém vai ter alta desta crise

Estamos perante uma ameaça nova, que já “prendeu” mais gente numa semana do que o juiz Carlos Alexandre em toda a sua carreira. O que se segue também é assustador

Nada habituados a crises sanitárias ou a fenómenos virais, foi com a habitual bonomia e o "nacional porreirismo" que os portugueses enfrentaram, numa primeira fase, a covid-19, como se, num pensamento bem à maneira de estar do português médio, esta gripe passasse com meia dúzia de Ben-u-ron e uns chás de limão. Não só não vai passar assim – como infeliz e diariamente se comprova através dos números –, como vai deixar marcas profundas para o futuro.

É verdade que Portugal, depois da bancarrota de 2011, tem passado ao lado de todo o tipo de crises internacionais, sobretudo do terrorismo e de catástrofes naturais, como os furacões, colocando-se na geografia mundial como uma espécie de aldeia gaulesa, onde imperava a tranquilidade e a boa qualidade de vida, atraindo assim milhões de euros em investimento e turismo, que alimentaram uma economia estruturalmente débil mas, uma vez mais, à boa maneira portuguesa, dava para ir vivendo…

A ameaça invisível do vírus veio alterar todo este estado de coisas. Afinal, Portugal, tal como os demais países do mundo, está sujeito a catástrofes, crises, epidemias, capazes de, além das vítimas mortais, paralisar todo um país, colocando em risco o seu futuro.

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