As pistolas de água
Ângela Marques Jornalista
14 de fevereiro de 2020

As pistolas de água

Ter uma pistola de água com a forma de um golfinho era o máximo que eu conseguia

Naquela altura da vida eu ainda não sabia o que era a guerra mas já desconfiava que quem não tivesse uma pistola de água estava em piores lençóis que quem chegasse armado ao recreio. Longe de imaginar o que seriam rockets, sabia bem o que era levar com um balão de água em cheio nos pés. E se havia batalha que temia era a das bombas de mau cheiro – na escola corria a lenda da professora que deixara os alunos fechados na sala uma hora a escrever a palavra "ricochete" no quadro.

Para continuar a ler
Já tem conta? Faça login
Opinião Ver mais