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Pedro Mesquitela

Nova ordem mundial?

18.10.2016 13:35 por Pedro Mesquitela
Em vários filmes e livros, e normalmente após catástrofes nucleares que são descritas nessas obras, surge um Governo único, hegemónico, que pretende ser o mais justo, equânime e paternalista possível
Foto: Sábado

Em vários filmes e livros, e normalmente após catástrofes nucleares que são descritas nessas obras, surge um Governo único, hegemónico, que pretende ser o mais justo, equânime e paternalista possível.

Com algumas variações o discurso é o mesmo, i.e., esse Governo Mundial (aparentemente aboliram fronteiras) promove o bem-estar da população em geral e cria regras de boa convivência. Mas mantém exército e polícia a postos para sufocar a menor resistência.

Em quase todas as obras existe resistência, como uma luta entre o Bem (resistência) e o Mal. 

(Governos Absolutos), e no fim os do Bem acabam derrotando os do Mal e devolvendo a governação ao Povo.

Os cenários são ora espectaculares ora sombrios, dependendo do autor do livro ou do director do filme, e a resistência passa-se normalmente em catacumbas, túneis, velhas estações de caminhos de ferro ou Metro, em cidades em parte destruídas pelas bombas durante a Guerra Nuclear, que viram verdadeiros ghettos onde convivem ladrões, pedintes, doentes e os guerrilheiros do Bem.

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O Mundo ficou feio, escuro e frio, devido às cinzas em suspensão que tapam o Sol, e existem altos índices de radiação. Os do Bem andam andrajosos e os do Mal muito bem vestidos e arrumados, sem que lhes falte uma refeição sequer.

Dir-se-ia que esta visão do futuro é mera fantasia, que o Mundo não pode acabar assim, que a imaginação dos autores, directores e especialistas em efeitos especiais não tem limite.

Quando Da Vinci, Julio Verne e até Orson Wells imaginaram ou criaram coisas (máquinas, utensílios, submarinos, aviões, navios couraçados , foguetes, pára-quedas e invasões de seres de Marte) também foram chamados de visionários ou loucos. A realidade mostrou que estavam certos, e que hoje convivemos com as suas " visões" e "loucuras" como se se tratassem de coisas que sempre existiram ou recordações do passado, tal é a velocidade com que a tecnologia vai mudando a nossa vida.

Assistimos desde há décadas a esta luta surda entre o Bem e o Mal, a mídia está engajada a destruir os valores tradicionais do Ocidente, a chamada esquerda e os maçónicos trabalham em conjunto para tentarem impor a subordinação completa dos cidadãos a uma nova ordem que só eles conhecem. Promovem-se guerras, dissidências, armam-se povos, a Europa está cercada pelos radicais muçulmanos por um lado e pela falsa democracia americana por outro, renasce a guerra fria, a Rússia faz renascer o sonho do Império, e a China a tudo assiste sabendo que pode ganhar os despojos dos perdedores, ou mesmo associar-se á Rússia, tendo como alvos principais a Europa e os próprios Estados Unidos.

Os povos parecem não se aperceber, ou mesmo não reagir a esta nova realidade. A maioria silenciosa em cada país cada vez tem menos interesse na política, o que é demonstrado pelos crescentes índices de abstenção nas eleições a todos os níveis.

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O Mal está perto e instalando-se qual veneno que vai matando lentamente, anestesiando as vontades e as mentes. Vamos a ver quando surgirá o Bem para travar esta luta final...

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Perfil: 

Licenciei-me pela Faculdade de Direito de Lisboa em 1975, mas foi em áreas de Gestão, Finanças e Comércio Internacional que me especializei. Gosto de fazer o diagnóstico de empresas, com ênfase em resultados, e fazê-las crescer. Actualmente sou o gerente da Espaço Aberto SMI Lda, uma mediadora imobiliária com 29 anos de tradição em Lisboa, e  faço consultadoria de negócios internacionais.


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