Notícia

Miguel Pires da Silva

Do feroz ao encurralado

22.10.2015 18:10 por Miguel Pires da Silva
Quem não se lembra dos tempos em que o "animal feroz" liderava o Partido Socialista, era dono de um ego interminável e conduziu a seu belo prazer com e sem maioria absoluta o país de 2005 a 2011
Foto: Sábado

Quem não se lembra dos tempos em que o "animal feroz" liderava o Partido Socialista, era dono de um ego interminável e conduziu a seu belo prazer com e sem maioria absoluta o país de 2005 a 2011.

Depois do "animal feroz", o Partido Socialista é hoje liderado pelo "animal encurralado", bem mais perigoso que o feroz, capaz de tudo na luta pela sobrevivência, virando-se irracionalmente e de forma inconsequente contra tudo e contra todos que o encurralaram. Mas afinal, foi encurralado por quem? Foi encurralado nas urnas no passado dia 4 ao sofrer uma derrota que persiste em não assumir.

Ao invés, prefere fingir e encenar. Afinal o que os portugueses querem é uma maioria de esquerda extremista e radical, capaz de tudo por 5 minutos de fama, uma mixórdia de esquerdas em que foices e martelos convivem alegremente com o aroma de papoilas, extasiados com o sabor inconfundível do melhor caviar bolchevique.

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Bem sei que vivemos num País com uma democracia ainda jovem, mas caramba! Já atingimos a ternura dos 40, já não temos idade para certo tipo de comportamentos, imaginemo-nos daqui a dez anos a revisitar o passado, quando percebermos o tempo que desperdiçamos com caprichos pessoais, as consequências gravosas que uma simples suspeita de Governo de extrema-esquerda representou para o País, vamos olhar com pena e sobretudo com arrependimento.

Estou certo que esse cenário não será uma realidade. Faço parte de uma geração que já sofreu em demasiado com as extravagâncias do passado, com os avais pessoais, que nos obrigaram a assinar quando ainda estávamos na alcofa.

Os últimos 4 anos foram anos duros em que todos nos empenhamos para salvar Portugal. Não podemos desperdiçar tudo o que até aqui foi feito, temos que continuar a crescer de uma forma séria e sustentada, e sobretudo temos que respeitar o voto dos Portugueses. O sinal foi claro, o povo quer a coligação a liderar o Governo, ainda assim mostrou que quer também o empenhamento de todos os outros partidos para encontrar uma solução credível para o futuro.

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Não estamos em tempo de brincar, muito menos em tempo de desperdiçar tudo o que até aqui foi feito, a bem do nosso querido Portugal!


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