“E, se mais Mentira houvera, lá chegara”
João Paulo Batalha
08 de janeiro de 2021

“E, se mais Mentira houvera, lá chegara”

Quem ouviu António Costa sobre o caso da Procuradoria Europeia matou saudades de José Sócrates. Reconheceu a trapaça, a vitimização e a ameaça. E reconheceu o que elas escondem.

A conferência de imprensa em que o primeiro-ministro defendeu afincadamente a sua ministra da Justiça é um épico camoniano de audácia, aldrabice e agressividade. Quando vemos um político falar muito alto e com grande convicção, há uma boa probabilidade de nos estar a enfiar o barrete. A verdade diz-se com calma e naturalidade, mas o espetáculo de António Costa ontem fez lembrar as atuações de José Sócrates contra os "velhos do Restelo" que se punham no seu caminho. Não é uma recordação grata.

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