Notícia

César Rodrigues

PyeongChang 2018: a chama do desporto a derreter gelo

02.03.2018 09:27 por César Rodrigues
Debaixo de um manto branco de neve e gelo e o céu cheio de drones (na abertura, mais de 1200 drones recriaram os anéis olímpicos – um recorde do Guiness), chegaram ao fim os Jogos Olímpicos de Inverno, disputados em PyeongChang (Coreia do Sul).
Foto: Sábado

Debaixo de um manto branco de neve e gelo e o céu cheio de drones (na abertura, mais de 1200 drones recriaram os anéis olímpicos – um recorde do Guiness), chegaram ao fim os Jogos Olímpicos de Inverno, disputados em PyeongChang (Coreia do Sul).

Debaixo de temperaturas negativas, vários foram os momentos de persistência e superação que aqueceram os 18 dias do evento, destacando-se Marit Bjoergen que, ao triunfar na derradeira prova (de esqui cross-country 30 km), permitiu que a Noruega vencesse o ‘medalheiro’ final.

Simultaneamente, Bjoergen tornou-se a atleta com mais medalhas em Jogos de Inverno, sendo apenas superada (nos Jogos de Verão) por Michael Phelps com 28 e Larisa Latynina com 18. Neste caso, a norueguesa leva já 15 pódios a distribuir beijos e a apertar ‘bacalhaus’!

Após a conquista do ouro, a esquiadora proferiu uma curiosa declaração: após três semanas sem estar com o filho, precisava de acabar rapidamente a prova para voltar a vê-lo. Com valoroso objetivo em mente, seguramente ninguém teria motivação maior…

Nas contas finais do medalheiro, a Alemanha ficou em segundo, o Canadá em terceiro e os EUA em quarto lugar: o que talvez ajude, em parte, a explicar as razões para Donald Trump – sempre ‘on fire’ no Twitter – ter revelado ‘mão-fria’ sobre os Jogos, apenas com uma referência à vitória da equipa feminina de hóquei em gelo.

pub

Aproveitando a alusão política, reforçou-se nestes Jogos a importância do desporto – como muitas vezes a história tem demonstrado – na aproximação entre nações desavindas, agora relativamente ao eixo Seul/Pyongyang/Washington.

As Coreias do Sul e do Norte deram bom exemplo, desfilando juntas e com uma bandeira unificada, e apresentando uma equipa feminina de hóquei em gelo com elementos das duas Coreias, onde – cereja no topo do gelo – tiveram oportunidade de comemorar dois golos em conjunto.

No discurso de encerramento, também Thomas Bach (presidente do COI) lembrou que o desporto une os povos, podendo ter parte ativa na mediação de conflitos, pelo que é importante «manter o diálogo depois de se apagar a chama». Coreias, EUA e muitas outras nações: vamos a isso?

Contas feitas sobre os Jogos de Inverno: são nações contra nações, mas no final ganham os noruegueses!

Como sempre declara o meu amigo Toninho: "A Noruega pesca medalhas sem espinhas! Para nós também nem tudo é mau… pescamos-lhes o bacalhau!".

pub


pub
pub
Relacionado